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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pessoas Preciosas

Pessoas Preciosas




Precisamos das Pessoas Preciosas

Hão de ser mais que cuidadas

Para que não nos falte na vida

Porque são muito amadas.



Todo cuidado é pouco

Para que elas não se calem. São as que conseguem com

Seu silencio nos tocar a alma

E congelar nosso coração.



Mas são nos muito caras

E sem elas não sabemos viver

Elas se sucumbem a sua dor sozinhas.

Multiplicam amor sem dividir a dor.



Estas pessoas são abundantemente boas

Cuidam de todos ao seu redor

Mas se deixam, e acabam

Por deixar um vazio em nós...

terça-feira, 10 de abril de 2012

AS FACES DE CHICO ANÍSIO

Uma trajetória que construiu
Identidades com sua diversidade
Em se tratando de personagens
Interpretando o povo de uma cidade
Irrigando a todos com a piada
Ao mundo transmitiu amabilidade.

Soube criar um humor e divertiu
Uma coleta de historias de imagem
De vida estrelada e contada
Do talento cômico a margem
Das características polemicas
Deixando a essência da aprendizagem.

Bastava Chico estar presente
Que a ele acompanhava
Um personagem ilustre
Que a todos encantava
Como pode um mortal
Ter o poder que fascinava.

Todo carinho ao Chico
As notáveis figuras interpretadas
De tantos risos e tantas alegrias
Por seu mestre conquistadas
O ato e efeito daquele que ama
Em sua profissão imortalizada.
Toda graça surtiu
Jamais deixara de existir
Guardada no coração suas faces
Com certeza vai emergir
É realidade ou ficção
O público não vai discernir.

sábado, 31 de março de 2012

Mergulho

As experiências de vida são mesmo de repente na nossa estrada, sempre precisamos de certa forma do outro e acabamos por não conseguir viver mergulhados em nós mesmos. Acabamos cedendo aos problemas dos outros e as nossas preocupações que nos ocupam muito. Uns refugiam, seria o mergulho dentro dos pensamentos, mas isso depende do momento, do ambiente, quem sabe até da saudade, da maturidade..
Tudo a gente faz procurando a paz, seja ela no nosso espaço, seja no nosso interior para podermos ficar mais perto de sentimentos vindos da alma do coração.
Se não sabemos o que fazer, o primeiro ato é o voluntario e depois parte-se para a reflexão vinda das experiências, de mergulhos mais profundos, de uma entrega para um mergulho de resgate de tudo de bom que se puder buscar ou reivindicar.
Desatar o nó que se dá em nossos caminhos, muitas vezes parece impossível, no fundo são apenas desafios para nos instigar a ir cada vez mais em frente. Por pior que nos possa parecer o recuar ainda é a pior alternativa em qualquer campo de guerra. Se tratando que damos as costas ao que deve ser encarado de frente.
A comunicação interna quando flui por si só, transforma a pessoa, no sentido que quanto mais se conhece a si próprio pode realmente se gostar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

As Palavras

Palavras são fontes de magia, quando expressam sentimentos e, fazem brotar sem ação nenhuma , só através do som, uma emoção.
E dão ordens, se acatadas ou não, depende para quem são.
As vezes melhor seria, Obedecer, outras é impossível, mesmo querendo, ceder...
Como também nas palavras se contam as lembranças, mesmo se for o ontem, e hoje é passado. Só com palavras voltamos, no tempo e revivemos, todo aquele momento...
As palavras falam da infame, do diz que me disse.
Trazem em si, um apontamento , que nem é bom nem ruim, causa um certo constrangimento.
É inevitável vem a fantasia.
É com palavras que se apresenta o idioma. As vezes não a entendemos se estamos na limítrofe. Nossa mente não capta, no entanto se vem melodiosa de certo nos acomoda.
Mas ainda são as palavras, grandes criadoras, detentoras da verdade. Sabias, a rorejar pensamentos, outras vezes são elas que nos fazem sorrir ou chorar.
Emocionam, encantam, podem portanto congestionar o coração da gente em que se fica com aquelas palavras que nos foram faladas como sendo julgadoras do soer.

domingo, 22 de janeiro de 2012

RESIGNIFICANDO A PRÁTICA DOCENTE

É verídico que os governos não tem investido na formação dos professores, bem como na sua qualificação e conseqüente valorização. Hoje os discentes tem acesso a diversos tipos de mídia eletrônica, que vem de encontro a uma metodologia de ensino defasada e a professores sem uma atualização continuada e com uma formação defasada se levando em consideração o ritmo do atual contexto. Se, por acaso, detectamos alguns limites, devemos segundo nos aponta Perrenoud :”agir de forma a buscar o desenvolvimento das competências que ainda não construímos”.(pag.151).
Resgatar a auto estima dos professores é primordial para se estabelecer uma educação com qualidade, oferecendo condições dignas de trabalho para serem respeitados pela sociedade e admirados por seus alunos. Tendo a educação como um instrumento fundamental para a mudança da realidade e também para defrontarmos com ela, cabe reformular os métodos de ensino, para readquirir e exercer a efetiva função de docência.
Segundo Paulo Freire (2004):

O professor que não leve a sério a sua formação, que
não estude,que não se esforce para estar à altura de
sua tarefa não tem força moral para coordenar as
atividades de sua classe. (...) o que quero dizer é que a
incompetência profissional desqualifica a
autoridade do professor. (pag.92).
Atuando com a mídia, a tecnologia que nos cercam, contra cenando com a velocidade com que tudo muda, verifica-se que o discente não absorve mais ensinamentos com o tipo de aula que ainda se mantém apenas tendo como “suporte “ o quadro-negro e o giz manejado pelo professor.
É assim que Morin, considera uma das vocações essenciais da educação do futuro será o exame e o estudo da complexidade humana. (pag.61) Para tanto se faz necessário uma nova metodologia de ensino que conquiste o interesse do educando e o faça querer participar w construir o seu conhecimento. Cabe ao professor a criatividade contendo um volume de informações significativas e coerentes com a realidade do aluno. O papel do educador é ser atuante, eficaz e pertinente para compreender as informações e com um método coerente aos discentes com a finalidade de que ao termino do ano letivo adquirirão conhecimento consistente e o mesmo poderá ser utilizado no decorrer de suas vidas. Segundo Gadotti (2004), a perspectiva de uma escola crítica e criativa impõem-se gradativamente como condição de uma escola competente e comprometida com a mudança social (pag.70). É para essa escola que o professor deve preparar-se para atuar ativamente em todos os aspectos estruturando a sua prática de forma a se avaliar em uma postura reflexiva e crítica.
Uma alteração nas políticas públicas deveria ser precedida de uma ampla avaliação da aplicação das diretrizes nelas contidas, a avaliação de certo tem que partir da escola como um todo, e em suas menores partes montando o quebra cabeça de forma que a figura montada seja o retrato de uma nova sociedade.
Freire (1992) sob esse viés descreve que a teoria deve ser adequada a pratica cotidiana do professor, que passa a ser um modelo influenciador de seus educando. Sendo que a prática da crítica deve estar ao lado da valorização das emoções.

EXPERIÊNCIAS DE MESTRE

A formação do profissional está em permanente processo de construção. Ela é engendrada em diferentes momentos e espaços. Em que imprime no docente experiências, que são refletidas no seu ser e no seu desempenho, e tudo que lhe implica.
Antônio Nóvoa (1995) observa que a formação continuada deve possibilitar ao educador:


“a reconstrução de suas identidades, estimulando o
a uma perspectiva crítico-reflexiva, que forneça
aos professores os meios de um pensamento
autônomo e que facilite as dinâmicas de
autoformação participada. Estar em formação
implica um investimento pessoal, um trabalho livre
e criativo sobre percursos e os projetos próprios,
com vista à construção de uma identidade, que é
também uma identidade profissional”.
(Nóvoa,1995,pag.123)

Uma constante reconstrução é o que nos propõem a própria experiência instigando ao trabalho de observar, construir, aplicar, avaliar e então desenvolver. Mas para que seja autônomo o professor precisa que seu espaço seja respeitado por todos. E que para poder ser mestre tenha como investir na sua capacitação e possa também dispor de condições para se identificar como ser humano e como profissional.
Morin (2005) explicita a necessidade da introspecção, ter a prática mental do auto exame, estar pré disposto a mutua compreensão, ”o auto-exame crítico permite que nos descentremos em relação a nós mesmos e, por conseguinte, que reconheçamos e julguemos nosso egocentrismo. Permite que não assumamos a posição de juiz de todas as coisas”. (p.100)
A reflexão, ou melhor, o auto-exame é uma exigência, para a necessária mudança radical do modelo de formação e atuação do educador. A massificação dos sistemas de educação, a urbanização acelerada trazendo em seu contexto a favelização, as instituições que se modificaram com o tempo ou se inclinaram as divergências como a família, a igreja e a escola, trazendo novos desafios ao docente no seu trabalho.
Nas palavras do professor Ari Araujo Rodrigues, temos professores e professores. Na maioria das vezes somos presos ao passado. Não acompanhamos as inovações, modernidade e evolução dos tempos. Ainda somos profissionais que trabalham a reprodução de técnicas e idéias, nada se cria nada se transforma. Hoje devemos utilizar técnicas e idéias já formuladas para o aprendizado e delas criar novas formas e experimentos que contribuam para o desenvolvimento do conhecimento. A pratica docente no contexto atual deve ser mais ousada, diferente de tudo que já vimos até o momento. O professor tem que transformar sua sala de aula em um laboratório de ensaios e experimentos, ativando as idéias e criatividade dos alunos.
Que vem de encontro com Gadotti, “o professor seria essa árvore facilmente substituível, que coloca a função acima da pessoa, submisso ao papel social da profissão.” (Gadotti, 2004. pag.55)
O professor José Julio Badessa pondera que, o docente se tornou “empresário educacional”, o discente “clientela educacional”. Estamos em desequilíbrio, temos que adequar nosso perfil e “modus operandi” para atender a contento o novo “cidadão cliente” que tecnologicamente falando traz consigo um cabedal cibernético diferenciado. Corramos para alcançá-los.
Freire (1992) articula um objetivo para a educação em favor de uma sociedade mais justa e igualitária, de uma formação crítica e consciente aos educando. O que nos coloca a questionar a realidade vivida.
A professora Fernanda Thomazello Lopes Faria enfatiza o que realmente deveria ser mudado seria tornar os textos pedagógicos em realidade, onde os educando seriam mais autônomos e vivenciando experiências que muitas vezes nem pensavam em casa.
Que reflete a posição de Morin:
(...) a ética propriamente humana, ou seja, a
Antropo-ética, deve ser considerada com a
Ética da cadeia de três termos individuo/
Sociedade/espécie, de onde emerge nossa
Consciência e nosso espírito propriamente
Humano. (Morin,2005,pag.106)


Os novos desafios seriam para o professor Rodrigues, acompanhar a velocidade com que as informações chegam até as pessoas, acompanhar a evolução da ciência, tecnologia e humana. Aceitar que uma sociedade versada na ciência pode escolher qual vai ser o seu destino de forma responsável.
Conforme Nóvoa (1991), “Aqui reside toda a ambigüidade e toda a importância da profissão docente: agentes culturais, eles são também, inevitavelmente, agentes políticos.” (p.123-24).
Em se falando de desafios o professor Badessa coloca que é preciso compreender a dinâmica do ser humano como elemento de integração do conhecimento relativo à geração “Y”, geração esta que desafia os educadores de uma forma sem precedentes na historia da educação. Aprender a aprender, tentativas, erros e acertos, serão que nós educadores não temos esses “programas” em caráter de latência intrínseco ao nosso ser? Observamos a nós mesmos quantas surpresas surgirão...
É o que explica Gadotti:
“O educador é aquele que emerge junto com os
Seus educando desse mundo vivido de forma
Impessoal. Educar é tornar e tornar-se pessoa.
(Gadotti,2004.pag.50).

Para citar desafios a professora Faria cita que nos tornamos profissionais mais valorizados onde realmente passamos a base da formação, educação, ou seja, somos o alicerce de tudo e não poderíamos ser rotulados como incapacitados para tal.
Nessa perspectiva encontramos Freire (1992), que consegue condensar de uma forma simples, mas permeada de significados vários sentimentos no espaço do docente, para tanto o autor enfatiza a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa, sem a qual a teoria pode se tornar apenas discurso e a prática uma reprodução alienada, sem questionamentos.

EPISTEMOLOGIA DO TRABALHO EDUCATIVO

O trabalho docente requer reter experiências práticas, para conhecê-las, compreende-las e dessa forma fazer a extensão necessária entre a teoria e a pratica. O conhecimento empregado além da definição, de uma classificação, de uma descrição e da correlação dos fenômenos da realidade social. É uma tarefa de o educador explicitar as problemáticas sociais concretas e contextualizá-las, para tanto desmistificar pré noções e preconceitos que sempre dificultam o desenvolvimento da autonomia intelectual e de ações políticas direcionadas para uma transformação social.
Essa posição não prescinde da postura dialógica que
Deve ser mantida entre alunos e professores, mas
Ataca o “puro vai-e-vem de perguntas e respostas.
(Paulo Freire,1996).

Sublinha se aqui a relação do educador com o saber, nisso implica o envolvimento dos educando. Saber-ser requer ouvir o aluno, uma competência transversal, entretanto necessária no trabalho educativo. O domínio de conteúdo, de autoconfiança e de reconhecimento, pelo educador, de seus próprios obstáculos epistemológicos e idéias alternativas, retrata o despreparo do decente quando questionado pelo discente, e não sabe lhe responder. Usa de concepções alternativas ou de algum raciocínio de momento que produza uma resposta. Deseja-se um professor que se dirija pelos princípios norteadores da UNESCO para a Educação do Século XXI: Aprender a conhecer, unindo teoria e prática. Aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser. É necessário garantir aos educadores competência para essa atuação para que estes tenham condições de implantar a proposta da escola em uma direção que dê margem ao social. Isso requer não só o domínio de conteúdos, bem como de metodologias adequadas à aplicação desses conteúdos, sendo que não basta ter objetivos e diretrizes claros da política educacional, se esse corpo de conhecimento, não for trabalhado na formação do educador. A capacitação é, portanto, aqui entendida enquanto processo de ação-reflexão-ação de forma a possibilitar ao educador analisar a sua prática referendada por um corpo teórico que a explica e possibilita repensá-la, ou seja, é a formação reflexiva, enfatizada por Antônio Nóvoa (1995).
É dentro dessa perspectiva que encontramos o professor educador que é sujeito do processo tanto quanto o educando, mas que para isso é necessária a relação horizontal entre discente e docente em um espaço que flua o dialogo em sua forma de captar e transmitir o conhecimento em uma produção conjunta. Então o professor se estabelece como mediador entre o saber elaborado e o conhecimento a ser produzido. Refletir com os alunos sobre as estruturas de um determinado espaço social atentando para o fato de que variam de uma sociedade para outra e numa mesma sociedade, enquanto tendem a refletir as condições econômicas, políticas, sociais e culturais das sociedades em um determinado contexto, estando sempre em construção, entretanto o cenário ideal não existe em nenhuma parte do mundo. (Freire, 2005).
É nessa proposta de humanização do professor como norteador do processo sócio-educativo, com o intuito de construir uma consciência critica com relação à realidade social vivida, que tomamos consciência com a leitura do livro Pedagogia Libertadora de Paulo Freire (1992), uma chama para acender em nossos corações.

RELAÇÕES PROFESSOR ALUNO

Em se tratando do detrimento da pratica de se relacionar é imprescindível o suporte formativo e investigador de experiências vivenciadas na pratica e na postura de profissionais comprometidos com a práxis educativa e com o meio social. Criar uma dimensão solidária, sendo que é na relação com o outro que o sujeito é capaz de atuar na sociedade. O não se relacionar contribui diretamente de uma forma perniciosa para a desumanização e a desconstrução de uma sociedade fraterna.
Segundo Paulo Freire (1992), não há palavra verdadeira que não seja práxis, enquanto ato de criação que procura a conquista do mundo para a libertação dos homens, uma liberdade que só pode ser conquistada com a dialigicidade, enquanto essência da educação. Educar é conseguir que o sujeito ultrapasse as fronteiras que, tantas vezes, lhe foram traçadas como destino pelo nascimento, pela família ou pela sociedade. Hoje, a realidade da escola obriga-nos a ir além da escola. Comunicar com o publico, intervir no espaço público da educação, faz parte do ethos profissional docente. (Nóvoa, 1995). Uma pratica que está à mercê de dilemas pessoais, sociais e culturais e tem como norteador a transformação dos saberes. Papeis que são trocados mediante a pratica utilizada, o desenvolver das ações à frente de um planejamento preparada para um trabalho de auto-reflexão e de auto-análise. Os discentes trazem novas realidades sociais e culturais para dentro da escola, só o professor pessoa ou a pessoa professor é que com a necessária tenacidade e cientificidade do trabalho docente pode elaborar um conhecimento pessoal e utilizá-lo em sua prática.
No tocante Nóvoa (1995), refere se ao conhecimento pessoal dentro do conhecimento profissional escoando a matriz técnica ou científica, para de fato captar o sentido da profissão professor, que se define a partir de referências pessoais. É dentro desse âmbito que cerne a pratica, e todas as implicações da ética profissional no que tange a convivência, e onde se faz necessário um dialogo que aproxime o docente do discente.
“A invasão cultural, caracterizada por manipulação
De conquista, é também uma ação antidialógica,
Alienante e uma forma de dominar cultural e
Economicamente procurando incutir a inferiridade
Intrínseca nos invadidos.” (Freire, 1992,p.179)

A inferência é feita com referência a toda a ação cultural, em oposição à invasão cultural, a forma sistematizada e deliberada de ação que incide sobre a estrutura social para mantê-la ou transformá-la, constituindo se na dialeticidade, ou seja, não basta existir, precisa ser demonstrado. Utilizando os pressupostos da pedagogia progressista caminhando no sentido de propiciar o dialogo entre o educando e o educador, em que possam questionar conceitos dentro e fora das instituições escolares. O ensino deve ser encaminhado de modo que a dialética dos fenômenos sociais seja explicada e entendida além do senso comum, uma síntese que favoreça a leitura das sociedades à luz do conhecimento cientifica tão bem ensinado por Paulo Freire, postura essa que deve ser assumida pelo educador, tendo em vista, a articulação de uma profunda e real transformação da educação brasileira.

O EMBATE ENTRE AS INSTITUIÇÕES

Uma instituição que esta a mercê da comunidade a qual esta inserida, ao seu publico alvo, entre outros fatores que acabam por defini-la, que se diverge com realidades diversificadas em diversos níveis, essa mesma formadora da sociedade a instituição escolar. Assim, compreendemos, conforme Moacir Gadotti, que:
“a autonomia se refere à criação de novas relações
sociais, que se opõem às relações autoritárias
existentes. Autonomia é o oposto da uniformização.
A autonomia admite a diferença e, por isso, supõe a
Parceria. Só a igualdade na diferença e a parceria
São capazes de criar o novo. Por isso, a escola
Autônoma não significa escola isolada, mas em
Constante intercâmbio com a sociedade”(1997,
p.47).

A parceira da Instituição escolar com a instituição familiar teria que ser uma constância, pelo ponto em comum, ou seja, a educação e formação da criança no seio familiar e do discente na escola, o que nesse caso seria imprescindível em se tratando da urgência da educação no país. A construção de uma sociedade democrática exige a formação de uma nova cultura que é permeada pela educação e se materializa nas diferentes situações de aprendizagem do sujeito, enquanto individuo político social. A instituição escolar tem um papel e uma função a desempenhar nesta construção.
Além do que a instituição escolar tem uma divisão entre a escola publica e a privada com alguns aspectos comuns e outros diferenciais. Gera se então profissionais da educação com diferenciais tanto profissionais como na perspectiva pessoal. Essa nuance, reflete as maiores mudanças na sociedade, na política, na economia, no social e cultural, um distanciamento entre o prescrito e o vivido. Uma dilatação entre o idealizado como a instituição escolar ser um lugar privilegiado de convivência entre discentes e docentes, e a ampliação de saberes de diferentes naturezas. Um espaço social que valorize a sensibilidade, a criatividade, a ludicidade e a liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.
Conforme Nóvoa (1991), “Aqui reside toda a ambigüidade e toda a importância da profissão docente: agentes culturais, eles são também, inevitavelmente, agentes políticos.(p.123). A instituição escolar estabelece se como um “lócus” privilegiado, na medida em que trabalham com conteúdos, valores, crenças, atitudes e possibilita o acesso ao conhecimento sistematizado historicamente produzido. Cabe aqui ao professor a aplicação desses conhecimentos de forma que o discente se aproprie dos conteúdos, ultrapassando o senso comum de uma maneira crítica, reflexiva e criativa. É aqui que o docente pontua seu papel dentro dessa pretensão, o romper com a cultura escravocrata, clientelista e patrimonialista que embasa a formação do povo brasileiro, e que permeia as diferentes relações no conjunto das instituições sociais.
Esse processo é caracterizado por Schon (1992), como reflexão-na-ação, pois requer do professor uma capacidade de individualizar, uma articulação do seu conhecimento na ação com o saber escolar. Essa autonomia articulada é que permite a vivência de uma prática pedagógica que garante uma identidade própria. É através da participação na gestão democrática do Projeto Político e Pedagógico da escola, que os atores exercitam a formação da cidadania, como por exemplo, nos momentos de tomada de decisão, de escolha e de avaliação.
Uma instância dentro da engrenagem da sociedade que poderá contribuir para a educação em direitos humanos e cidadania, mas ao mesmo tempo, convive com os limites e determinações da própria sociedade, é a instituição escolar. Conforme Philippe Perrenoud (1994), “a necessidade de mudança não se impõe por si própria, tem que ser construída na cabeça das pessoas, por isso uma mudança decidida e planificada não é, ainda uma mudança efetiva” (p.153). O papel do professor é fundamental, uma vez que é o agente mediador entre o conhecimento sistematizado historicamente e o educando enquanto construtor do seu próprio saber. Trabalhar uma nova cultura compreensão de mundo, de sociedade e de individuo, a partir do pressuposto da igualdade de direitos para todos. Na verdade, criar uma contra cultura, no sentido de combater práticas discriminatórias, preconceituosas, de privilégios, de dominação e de desigualdade de acesso aos direitos humanos.

EDUCAR PARA TRANSFORMAR

Deposita se na educação todo o futuro de uma transformação significativa na sociedade. Enquanto espera se o resgate de valores, acreditando ser o caminho mais acertado ou então a construção de princípios e normas para uma nova ordem política esperando que reestruture dessa forma a educação tão almejada para as gerações futuras.
Assim, Paulo Freire (1992), coloca a necessária superação do educando no processo do aprendizado, com o respeito ao seu senso comum, sem, no entanto, que o educador deva se prender a ele, mas sim usá-lo como ponto de partida para o aprendizado. Saber motivar a abertura de um tema, abordando de forma que o interesse venha surgir como forma de uma predisposição para a aprendizagem.
Manter o fio condutor, com facilidades para encaixes, ou seja, operar o planejamento conforme a prática, mediante o momento da atuação e a problemática que esta dentro do contexto, que o docente esta atuando, redefinir as metas ou até mesmo modificar o planejamento, são ações relevantes em se tratando das estratégias do profissional da educação, que redescobre com os alunos o aprender a aprender, em que as dúvidas propostas pelos educando servem lhe como estimulo intelectual.
Perrenoud (1999) traz que as competências profissionais situem-se claramente para além do domínio acadêmico, dos saberes a ensinar, que elas embarguem sua transposição didática em classe, a organização do trabalho de apropriação, a avaliação, a diferenciação do ensino, são etapas que não podem ser descartadas, sendo de suma importância para o desenvolvimento do trabalho pedagógico. O docente deve centrar nas ações, na situação escola, participar na atividade social, posicionando se reflexivo crítico, utilizando a prática como um instrumento eficiente de integração.
A ação pedagógica deve favorecer o encontro vocacional com a responsabilidade social e profissional. Elaborar uma intervenção pedagógica significa realizar a construção de um contexto e a organização de um percurso de uma jornada cotidiana de aprendizagem e desenvolvimento que deve estar embasada em um Projeto Político Pedagógico que defina objetivos de longo prazo, pois a formação humana é algo que necessita de tempo.

O EDUCADOR DENTRO DA REALIDADE BRASILEIRA

O Plano Nacional de Educação (PLE) que definirá as prioridades do país na área na década 2011-2020 repete algumas metas não cumpridas do plano 2001-2010, como a erradicação do analfabetismo, o atendimento de 50% das crianças de 0 a 3 anos em creche e de 30% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior. Questões vinculadas à própria história da educação, propagando a importância de se estabelecer projetos para enfrentar e solucionar esses problemas.
Das 20 metas, pelo menos quatro tratam diretamente do professor. O Plano Nacional de Educação (PNE) recomenda que o rendimento médio do profissional da educação não seja inferior ao dos demais trabalhadores com escolaridade equivalente.
Com Gadotti (2004) entendemos quais os valores, objetivos e ideologias que permeiam o ato de estudar, como a produção intelectual, o pensamento pedagógico brasileiro de orientação “critica” e “progressiva”, que ganhou espaço nesses últimos anos, a resistência encontrada. O currículo escolar precisa ser dinâmico e completamente relacionado com o contexto social. Elementos como a mudança de foco do ensino para a aprendizagem, e dessa para o educador, a escola reconstruída para atender a comunidade, o professor capaz de trabalhar em grupo, e com um conhecimento amplo e pronto para compor seu plano de aula com ênfase no educando.
É preciso então visualizar que a escola acolhe a diversidade, passa a ser necessário que o docente seja capaz de lidar e articular com as diferenças em prol da aprendizagem. Tudo dentro de um contexto em que a demanda pela formação, o perfil do pedagogo, em evidencia na construção da identidade profissional do docente.
A meta 16 do Plano Nacional de Educação (PNE) vem de encontro a algumas necessidades que se fazem urgentes devido às novas demandas, como formar 50% dos professores da Educação Básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a toda a formação continuada em sua área de atuação. Uma possibilidade que além de relacionar todo esse universo à discussão da flexibilidade do currículo, a formação ética, ao investimento público em educação, também infere no acesso e qualidade da educação implicando de modo singular ao educador dentro da realidade da educação no Brasil.

O VOCACIONAL E A RESPONSABILIDADE SOCIAL

Feliz aquele que transforma o que sabe e aprende o que ensina.”
Cora Coralina.
A pergunta: - Porque ser Professora? Que traz na resposta: - Eu gosto de cuidar de crianças ou eu gosto de crianças. Não condiz, com ser um profissional da educação. Pode se concluir que é o instinto materno se pronunciando. O requisito vocacional para atuar como pedagogo vai muito além de cuidar e gostar. Implica, nas circunstâncias do educar para a vida, formar o cidadão, dar condições de aprendizagem, instigar a construção do saber, enfim um leque grande, em que a competência a habilidade se submetem a um processo de ensino a aprender a aprender. Pode se ainda apontar mais, o cuidar é necessário na Educação Infantil, só que o professor precisa atuar muito além do que cuidar. Do educador depende a motricidade, o desenvolvimento motor, afetivo, cognitivo e cultural. Inserir a criança na nossa cultura dentro da alimentação, vestuário, música, a atividade física, momento de se alongar, trabalhar em equipe, atender as orientações. A desenvoltura da expressão, capacitar para que eles consigam ser, interpretados, sem o artifício nato do choro, da birra.

(...), desrespeitar o contexto da prática que explica
a maneira como se pratica de que resulta o saber
da própria prática; desconhecer que o discurso
teórico, por mais correto que seja não pode
superpor-se ao saber gerado na prática de
outro contexto. (Freire,1992,p.71)


Esses são alguns aspectos do trabalho do educador, e sendo assim não podemos usar a ótica de só cuidar, sendo que para se educar é necessário muito mais. Vale ressaltar a linguagem parte fluente no trabalho docente que deve ser dinamizada em todos os segmentos ou níveis de aprendizagem dos educando. E a segunda resposta a pergunta por que ser professor, que seria gostar de crianças. Sim, é excelente gostar do seu publico alvo, mas não é o bastante. Primeiramente você precisa ter o seu domínio próprio, por que o educando é exigente e vai desafiá-lo, talvez até desmotivar, somando se as dificuldades, as diferenças de cada criança. A ponto, desse momento, ser para remover a trave que está nos olhos do docente e não deixa ver a palha nos olhos dos discentes. Com isso renuncia se a arte de ensinar e paralela se com o fracasso na trajetória, impedido pela transigência de querer atuar sem estar conectado a realidade, servindo cegamente um sistema não opressor como diria Freire, mas condicionador.

O CAMINHO DO LÚDICO

As interpretações que as crianças criam, ao utilizarem um pano amarrado nelas, como capas e podem associar um ato, um efeito de voar, identificam com liberdade.
Saem voando, correndo, para ver o efeito do acessório no corpo delas, e buscam mais, a construção de um mundo, onde a imaginação tem o poder de satisfazer as suas empreitadas como a de poder voar.
O gosto da brincadeira fica mais vibrante, quando é conseguida a forma de interpretação, mediada pela professora, que auxilia com o lúdico, criando através da fala dela a visualização pelas crianças do que poderia estar acontecendo, levando as a criação de um jogo só delas.
O livro dos bichos tem como função a de interagir com a criança, conduzindo a conhecer os animais, uma interação muito significativa, o livro passou a ser o veiculo que de certa forma conduz ao saber, uma exploração de um universo praticamente novo.
Poder representar, através de fantoches, trazendo um pouco de fantasia para o mundo das crianças, é uma experiência única, não só para as crianças, mas também com relação à postura da professora que nesse momento pode se identificar com a imaginação das crianças.
A caixa de tampas, foi desenvolvida pela professora, traz um desafio, destampar e depois recolocar as tampas em seus devidos orifícios.
Esta proposta além da habilidade manual, abrir e fechar trabalha o cognitivo quando a criança precisa fazer o caminho inverso, colocando a tampa na ordem que tirou, guiada pelas cores, ou o que conseguiu assimilar na visualização da caixa ao começar a brincadeira.

O CAMINHO DA SOCIALIZAÇÃO

As crianças são levadas a área externa na escola, onde começamos a interagir propondo que alguns alunos sejam tocas enquanto outros vão ser coelhos que ao sinal do som de um apito sairão correndo em busca de uma nova toca, sendo um numero maior de coelhos não equivalente ao numero de tocas, teremos um coelho sem toca.
A segurança da toca, a brincadeira com as outras crianças, traz uma significação grande de competição, no entanto o laço afetivo já construído demonstra que a toca mais segura é o braço da professora.
O educando se socializa, brinca com os outros, mas atenta para um suporte, nesse pensar pode se avaliar os primeiros passos dados em rumo à construção de seus valores.
Em outra atividade, que foi possível observar a integração social, foi na brincadeira de pega-pega, envolvendo os alunos e a professora.
(...) o verdadeiro diálogo não pode existir se os que dialogam não
se comprometem com o pensamento critico; pensamento eu não
aceitando a dicotomia mundo-homens, reconhece entre eles uma
inquestionável solidariedade; pensamento que percebe a
realidade como um processo de evolução de transformação, e
não como uma entidade estática; pensamento que não se separa
da ação, mas que se submerge, sem cessar, na temporalidade,
sem medo dos riscos (Freire, 1979,p.84)


A confiança na professora, ter um apoio é imprescindível, mesmo para os que gostam da liberdade que lhes é imputada nesse momento, sendo propicio a dinâmica, que ao mesmo tempo, que se corre para não ser pego, se tem então a postura voluntariamente, de quero que me peguem, para participar atuando de forma coerente com a proposta.
Sendo o desafio de não ser pego, o estímulo que suscita a atividade, acaba por criar estratégias, meios que a criança desenvolve dentro da própria brincadeira, algumas delas chegam a transpor algumas limitações que tinha, outras fazem aparecer novas habilidades. Interagir com o objeto, que por ser novidade é preciso conquistar, e tendo de ser feito de uma maneira social, é a proposta, com o cuidado de se fazer a motivação do grupo.
Sem com isso, perder a representação da brincadeira, que se torna interessante a cada etapa, ter o domínio da situação é importante para as crianças, mostrar ser capaz é fundamental nesse momento.
A interação só é conseguida após o primeiro momento que é tumultuado, se tratando de conhecer, aprender, sentir, a descoberta valoriza a iniciativa de participação.
.

O CAMINHO DA MOTRICIDADE

A motricidade em jogo, com um castelo onde as crianças além da integração, da socialização, também se tornam sujeitos que vão coordenar a utilização do castelo.
Entre a motivação da conquista do objeto, paralelamente existe a necessidade da participação conjunta, e o entendimento que se faz necessário, das orientações da professora em determinados momentos.
Desenvolvendo a autonomia nos momentos que toma as suas próprias decisões e é capaz de superar sozinhas as dificuldades que vão se impondo em sua busca da aprendizagem.
E então, inventam um outro modo de subir, por onde seria feito a descida, os desafios vão sendo superados visivelmente, com o desejo de dominar a situação de também subir, descer, poder brincar e de participar.
O movimento é extremamente necessário para o desenvolvimento completo do sujeito. Nesse contexto, usando o brincar para conseguir atingir os objetivos é com certeza a melhor estratégia.
Conseguir responder ao que a professora solicita, fazer com que o corpo tenha a postura que é necessária, é um desafio, mas as crianças passam por essas dificuldades muito bem.
Quando não conseguem atingir ao que é proposto, riem da situação ou de si mesmas, e são persistentes em tentar novamente ou participam do seu jeito, o que chama muita a atenção na observação é a facilidade e a criatividade que possuem ao tentarem novas alternativas, que a cada nova fase são mais elaboradas ou às vezes muito simples mais eficazes.
Na dinâmica de esconder embaixo de uma camuflagem, utilizando um pano, pode se desenvolver a capacidade psicomotora, envolvendo o sentido da proposta que é estar embaixo do pano com a professora, e conseguir entrar e sair, buscando sempre uma das duas opções de uma forma espontânea e participativa.

O CAMINHO DA PERCEPÇÃO

Motivação extrínseca, o aluno coloca um capuz azul, que lhe cobre todo o rosto, e caminha pela sala de aula, um lugar familiar que agora fica estranho e deve ser explorado.
Se deixando levar por um caminhar que se torna inseguro, levantando, esticando os braços como uma forma de que o tato das mãos possa servir de guia, possa perceber, colocando a mão em algum objeto, que leve a informação ao cérebro e que este estabeleça o lugar que se encontre.
Interação entre conceitos/conhecimentos anteriores e os novos conceitos/conhecimentos. Utilizando o recurso que o material permite, para levar o aluno de uma aprendizagem conceitual a uma aprendizagem significativa.
Colocando no chão da sala de aula, o plástico de bolha, a percepção do tato se torna indispensável, ela é instigada pelo olhar o material que motiva ao toque, e a sensibilidade é experimentada, de diferentes formas, através das mãos, batendo ou andando, através dos pés.
O visual é atrativo o que leva a criança a ceder à sedução de estar interagindo com o material. O envolvimento com o novo, que já é uma forma chamativa e com a vontade de experimentar, sentir o objeto fica a cada momento mais forte, ao ponto de algumas crianças se envolverem o corpo com o plástico bolha.
Dando seguimento ao trabalho, fazendo uso de material reciclado para algumas atividades, tendo visto a boa aceitação das crianças e a receptividade delas na interação com esses objetos.
A percepção se faz presente e necessária, para a manipulação de chocalhos, feitos com garrafas pet, onde foram colocados diversos materiais como: arroz, feijão, milho, etc.
Não só houve a necessidade de estar fazendo o som, mas a transparência do material leva a aguçar a vontade de experimentar o material que está dentro da garrafa, à curiosidade se expressa na vontade de abrir a garrafa, querer tirar os grãos que estão dentro.

O CAMINHO PERCORRIDO

As atividades propostas são destinadas ao desenvolvimento da vida cotidiana do educando, consistem em estímulos que buscam favorecer o desenvolvimento da autonomia, da percepção, da afetividade, da atenção, dos processos psicomotores.
A professora utiliza elementos subsunçores, cognitivos, afetivos, psicomotor, de valorização do individuo para auxiliar na organização do conhecimento a ser construído pelo aluno.
Promover o desenvolvimento da criança, na sala de aula, significa organizar uma interação da criança com os elementos, para que ela conheça as suas potencialidades, forme concepções, adquira novas habilidades, que os saberes mediatizados pela professora gerem a curiosidade, a iniciativa, a independência na assimilação de novos conhecimentos.
Trabalhando com os educando a rigorosidade metódica com quem devem se aproximar dos objetos cognoscíveis, onde ensinar é alongar o ensino do objeto e do conteúdo dentro de uma produção que gera condições de possibilitar um aprender criticamente.
Envolvendo um projeto criador, instigador, inquieto, desenhado para um perfil, adequado ao do público em questão, avaliado como sendo por natureza, curiosos e muito persistentes.

INSTITUIÇÃO ESCOLAR

Compreender a relevância da educação das dimensões afetivas, cognitivas e motoras nos processos de aprendizagem é imprescindível na prática de ensino dos professores e pode ser considerada ponto de partida para promover a superação de entendimento de que aprender restringe-se apenas a dimensão cognitiva. Sabe-se que na escola a capacidade cognitiva do aluno tem sido geralmente associada ao seu desempenho em atividades de fixação de conteúdos por meio de recursos meramente mnemônicos.
O que preocupa é como a escola tem contribuído na construção da identidade das crianças, jovens e adultos, na medida em que o papel do professor ou do aluno não mais afeta a sua capacidade de sentir prazer em tomar parte de momentos em que experiências possam ser compartilhadas, saberes serem reconhecidos e novos conhecimentos constituídos.
A educação é o processo de efetivação da humanidade em nós, por isso é preciso entender a ação de educar como uma ação formadora e não como uma ação meramente instrutora.

“Corremos o risco de cair nas malhas da burocracia do sistema, em que o conteúdo é tratado de forma a repetir padrões anteriormente determinados sem a menor compreensão de sua finalidade”. (Chalita, 2001,pág.162)


Precisamos nos formar permanentemente porque o nosso ser no mundo é projetado de abertura e, desse modo, é carente de um sentido que experimentamos como acontecimento, mas não possuímos assim, formar/educar, é aprender a realizar, aprender a conviver, aprender a sonhar, aprender a existir. E aqui aprender é mais importante do que ensinar, pois a aprendizagem é transformação é engajamento, é vivencia.

INSTITUIÇÃO FAMILIAR

O fator família merece uma reflexão especial, situação paradoxal. A família patriarcal engendrava nos filhos segurança e estabilidade afetiva religiosa. Eles espelhavam-se na autoridade dos pais e a partir deles construíam o mundo intenso de valores, de atitudes. As rebeldias da adolescência e juventude não questionavam tal postura básica. Não passavam de momentos passageiros de crise. O paradoxo consistia na positiva segurança de referência e na negativa não necessidade de ser diferente.
Segundo Piaget (1970) o que nos motiva para a aprendizagem são os problemas cotidianos, os fatores desafiantes, os conflitos intelectuais, ou seja, os desequilíbrios constantes que ocorram entre o que conhecemos e o que ainda existe a ser conhecido.
Hoje se desloca o paradoxo em muitas famílias. Desaba a referência dos pais para valores éticos e religiosos, seja por causa do exemplo de separarem-se, seja pela incapacidade que tem de transmitir tradições éticas e religiosas aos filhos. Estes flutuam no vácuo familiar. Obriga-os tal condições dolorosa a assumirem mais cedo o próprio destino. Enfim, são obrigados a serem diferentes de seus familiares.


“A família e, mais especificamente, a educação das Crianças, é mais uma das esferas, regidas por essa grande Lei do liberalismo, sorrateiramente penetre na vida das Famílias, através das representações sociais e produz o maior Problema da educação na atualidade: o problema dos limites.” (Paggi, 2004, pág.144)
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Em vez de se considerar a si mesmo como objeto de manipulação dos adultos, pensa no profundo de si, como liberdade em relação, consciência de si mesmo a ponto de expressá-la de maneira original e própria.

ESPAÇOS DE CONSTRUÇÃO

Espaço de construção significa ter no horizonte uma sociedade mais justa, é repensar a relação ensino/aprendizagem.
Todo processo educativo deveria ter como pressuposto facilitar a ampliação da cidadania. O conhecimento e os saberes precisam ter uma relação significativa com a vida dos sujeitos.
Educação que não contribua para uma melhor qualidade de vida tende a perder o sentido. Construir-se para o exercício da cidadania exige pensar a vida em sociedade e refletir sobre o mundo.
A estimulação pelo espaço da construção encontra suporte em outros processos de estimulação que ocorrem concomitantemente com o desenvolvimento dos sentidos. O conjunto dessas estimulações sensoriais vai ser responsável por parte do desenvolvimento da inteligência humana.
Chalita (2001) coloca que o aluno, como todo ser humano, precisa de afeto para se sentir valorizado.
O meio sociocultural é parte integrante dos fenômenos afetivos, pois tem relação com a qualidade das interações entre os sujeitos, enquanto experiências vivenciadas. Assim, o afeto está presente em vários momentos da vida como constituintes das relações. Dessa forma, todas as relações familiares, profissionais ou pessoais são permeadas pela afetividade, em qualquer idade ou nível sociocultural.
Assim, a afetividade estrutura o ser para que ele se torne capaz de ter sonhos, esperanças, desejos e resistências às frustrações.